O Solar Meninos de Luz é uma instituição civil, filantrópica, em funcionamento desde 1991. Promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes para 400 crianças, de 0 a 18 anos, nas comunidades do Pavão-Pavãozinho Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Este é um blogg onde a educação e toda a sua história é pauta. Conheça um pouco do meu pensamento e de resumos, livros, resenhas,textos, ensaios, estudos e demais trabalhos de vários pensadores e colaboradores sobre vários temas dentro da área da educação. Agora que você ja sabe onde nos encontrar, estou certa que nos veremos neste blog sempre! abçs
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)
(Jean Piaget)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O(A) PROFESSOR(a) ESTÁ SEMPRE ERRADO(A)
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor(a) está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele(a)!
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor(a) está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele(a)!
(Jô Soares)
Velhos e novos desafios
Mais uma vez o foco da educação precisa mudar. Deve deixar de ser, simplesmente, o ensino de conteúdos curriculares. Isto significa mudar a propria finalidade da educação básica, tornando-a mais útil para o aluno - na medida em que buscar cada vez mais, sua formação para a vida em sociedade, e não apenas para ajudá-lo a ultrapassar, com sucesso, as avaliações escolares. Proporcionar uma educação para a vida e para o mundo, e não para dentro da escola somente com o objetivo de desenvolver-se intelectual, moral afetiva e fisicamente.
Isto é indispensável para que o estudante saído de uma escola pública tenha condições identicas às dos demais para enfrentar e concorrer o mercado de trabalho.
Essas mudanças objetivam desenvolver problemas novos que aparecem em sua vida cotidiana. Isto ocorre na medida em que o aluno compreende que os conhecimentos teóricos servem para explicar os fenômenos naturais e fatos sociais, em que ele aprende vincular teoria à realidade, teoria e prática, ao invéz de considerar a teoria como algo descolado da realidade, como um conhecimento que serve somente para ser testado na escola, sob a forma de avaliação.
Endim, escola e o currículo devem se converter em espaços de construção de saberes, competencias e habilidades do indivíduo, e não apenas de transmissão de conhecimentos. É ensinar esse aluno, tomando como ponto de vista os requisitos que a sociedade exige dele.
O cenário atual exige novas competencias, que a capacidade do indivíduo possibilite mobilidade em busca de trabalho e melhoria de vida. Adquirir competencias gerais, que habilitam o individuo a atuar num mundo onde os conteúdos memorizados não têm mais importancia que tiveram num passado ainda recente, quando o desenvolvimento cientifico e tecnológico se desenvolvia e se propagava no mundo com muito menor rapidez.
Hoje é preciso capacidade de se expressar oralmente, de ler, entender e de criticar um texto lido, uma capacidade de argumentar e elaborar propostas. Possibilitar ao indivíduo a capacidade de continuar seus estudos e aprender mesmo após ter saído dos bancos da escola, ajudando-o a ter autonomia, garantindo-lhe a preparação básica para o trabalho e a cidadania, como indivíduo ativo. Isto não significa que o professor seja obrigado a utilizar, necessariamente, materiais pedagógicos caros e inacessíveis à escola pública.
Os problemas atuais são que a medida que a escola pública brasileira foi ficando defasada em relação a sociedade e com turmas cada vez mais numerosas, e que os salários foram ficando desgastados, os professores passaram a sentir, cada vez mais, responsáveis por suas disciplinas individuais, o que já consome grande parte de suas energias; e cada vez menos responsáveis pela formação integral do aluno como pessoa.
Assim, a escola vem perdendo de vista, o objetivo de atuar como instituição formadora de valores éticos e sociais do aluno para a vida em sociedade. E foi se concentrando, cada vez mais, em conhecimentos específicos das diversas disciplinas.
É necessário romper a política de invisibilidade das diferenças regionais, que a nação tem sustentado em relação à Amazônia, quando se trata de conferir a ela recursos específicos e mais volumosos que os habituais. A criação do FUNDEB ( Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação) e a extensão do ensino fundamental para 09 anos abrem uma nova fase da educação na Região. A questão se vê encapsulada numa questão mais abrangente, a chamada questão regional e exige da sociedade e do Estado, um empenho persistente e incansável na execução de programas e ações conjuntos e regionalmente diferenciados.
Para recuperar o prestígio do passado, a escola agora precisa deixar de ser o lugar do conteúdo memorizado para converter-se num lugar onde a informação é discutida, criticada, analisada; lugar onde o aluno pode refletir (com base em conhecimentos sistematizados e científicos, sobre os fenômenos naturais e os fatos sociais), discutir e manifestar-se sobre o mundo atual ( as mudanças economicas, sociais, os avanços científicos e tecnológicos e suas consequencias sobre a vida social; lugar onde os avanços teóricos da ciencia e da tecnologia moderna são ensinados e demonstrados a partir de exemplos e de vinculações com objetos e situações da vida cotidiana da sociedade em que o aluno vive. É preciso construir uma nova relação professor-aluno e professor-conhecimentos a transmitir.
A teoria não está confinada aos livros; está presente e se materializa nos objetos da casa, da escola, na rua, etc... possibilitando inumeras articulações entre teoria/tecnologia/realidade. No mundo moderno, a capacidade cognitiva do indivíduo constituiu-se num recurso para o desenvolvimento, tão importante quanto o capital que se apresentava para nós.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
Isto é indispensável para que o estudante saído de uma escola pública tenha condições identicas às dos demais para enfrentar e concorrer o mercado de trabalho.
Essas mudanças objetivam desenvolver problemas novos que aparecem em sua vida cotidiana. Isto ocorre na medida em que o aluno compreende que os conhecimentos teóricos servem para explicar os fenômenos naturais e fatos sociais, em que ele aprende vincular teoria à realidade, teoria e prática, ao invéz de considerar a teoria como algo descolado da realidade, como um conhecimento que serve somente para ser testado na escola, sob a forma de avaliação.
Endim, escola e o currículo devem se converter em espaços de construção de saberes, competencias e habilidades do indivíduo, e não apenas de transmissão de conhecimentos. É ensinar esse aluno, tomando como ponto de vista os requisitos que a sociedade exige dele.
O cenário atual exige novas competencias, que a capacidade do indivíduo possibilite mobilidade em busca de trabalho e melhoria de vida. Adquirir competencias gerais, que habilitam o individuo a atuar num mundo onde os conteúdos memorizados não têm mais importancia que tiveram num passado ainda recente, quando o desenvolvimento cientifico e tecnológico se desenvolvia e se propagava no mundo com muito menor rapidez.
Hoje é preciso capacidade de se expressar oralmente, de ler, entender e de criticar um texto lido, uma capacidade de argumentar e elaborar propostas. Possibilitar ao indivíduo a capacidade de continuar seus estudos e aprender mesmo após ter saído dos bancos da escola, ajudando-o a ter autonomia, garantindo-lhe a preparação básica para o trabalho e a cidadania, como indivíduo ativo. Isto não significa que o professor seja obrigado a utilizar, necessariamente, materiais pedagógicos caros e inacessíveis à escola pública.
Os problemas atuais são que a medida que a escola pública brasileira foi ficando defasada em relação a sociedade e com turmas cada vez mais numerosas, e que os salários foram ficando desgastados, os professores passaram a sentir, cada vez mais, responsáveis por suas disciplinas individuais, o que já consome grande parte de suas energias; e cada vez menos responsáveis pela formação integral do aluno como pessoa.
Assim, a escola vem perdendo de vista, o objetivo de atuar como instituição formadora de valores éticos e sociais do aluno para a vida em sociedade. E foi se concentrando, cada vez mais, em conhecimentos específicos das diversas disciplinas.
É necessário romper a política de invisibilidade das diferenças regionais, que a nação tem sustentado em relação à Amazônia, quando se trata de conferir a ela recursos específicos e mais volumosos que os habituais. A criação do FUNDEB ( Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação) e a extensão do ensino fundamental para 09 anos abrem uma nova fase da educação na Região. A questão se vê encapsulada numa questão mais abrangente, a chamada questão regional e exige da sociedade e do Estado, um empenho persistente e incansável na execução de programas e ações conjuntos e regionalmente diferenciados.
Para recuperar o prestígio do passado, a escola agora precisa deixar de ser o lugar do conteúdo memorizado para converter-se num lugar onde a informação é discutida, criticada, analisada; lugar onde o aluno pode refletir (com base em conhecimentos sistematizados e científicos, sobre os fenômenos naturais e os fatos sociais), discutir e manifestar-se sobre o mundo atual ( as mudanças economicas, sociais, os avanços científicos e tecnológicos e suas consequencias sobre a vida social; lugar onde os avanços teóricos da ciencia e da tecnologia moderna são ensinados e demonstrados a partir de exemplos e de vinculações com objetos e situações da vida cotidiana da sociedade em que o aluno vive. É preciso construir uma nova relação professor-aluno e professor-conhecimentos a transmitir.
A teoria não está confinada aos livros; está presente e se materializa nos objetos da casa, da escola, na rua, etc... possibilitando inumeras articulações entre teoria/tecnologia/realidade. No mundo moderno, a capacidade cognitiva do indivíduo constituiu-se num recurso para o desenvolvimento, tão importante quanto o capital que se apresentava para nós.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
As grandes conquistas
O cenário da transição anos 70/90 era o de que enquanto a sociedade brasileira se modernizou rapidamente e com ela os recursos tecnologicos, o sistema educacional ficou comprimido por longos anos apertado por uma legislação em que ele não cabia e atrasado face às necessidades de uma sociedade e de um mercado de trabalho que havia avançado muito em relação a ele.
A sociedade brasileira chega aos anos 90 esgotadas nas lutas pelo acesso à educação pública e agastada frente os insucessos da mesma. E sobretudo impaciente por resultados mais eficazes na educação escolar. Mas em compensação, após 02 décadas de luta à porta das escolas, era agora uma sociedade mais amadurecida, politicamente, e mais preparada para exigir mudanças que ja tardavam de muito na educação.
Com o objetivo de expandir o ensino fundamental, aproximando-o poucos anos depois, da universalização, 02 medidas foram tomadas para dar início a onda de mudanças na educação:
Além do âmbito puramente educacional, esta situação crônica está ligada a varios outros fatores sociais: baixo nível cultural da populaçação, do que resulta um acesso reduzido aos meios de comunicação escritos, hábitos pouco desenvolvidos da leitura em geral, este problema tem a ver com o nível de renda da população, que limita a assimilação desses elementos na vida cotidiana.
Quando adulto, o baixo domínio da lingua falada e escrita limita as possibilidades do indivíduo agir socialmente, como cidadão participativo na sociedade, como alguém, minimamente capaz de defender seus direitos básicos, de articular-se junto as instituições sociais, que exigem na vida moderna a comunicação formal escrita.
É preciso considerar que as políticas de estabilização da moeda são indispensáveis na vida de qualquer país. No entanto, o que se questiona é que elas não devem inviabilizar, concorrer ou excluir, necessáriamente, a realização de um projeto nacional ou regional de desenvolvimento, nem cercear os direitos mínimos do homem moderno no que se refere à cidadania plena, o que inclui o direito à educação de qualidade. Todo esforço de estabilização da moeda terá sido inútil se a crise social que no Brasil acompanhada do desemprego, da pobreza, do baixo nível de educação e, sobretudo, de uma crescente violencia urbana.
O econômico não tem a capacidade, por si só, de induzir ao desenvolvimento social. Ou seja, o simples crescimento econômico não se faz acompanhar da redução da pobreza e da desigualdade. Até pelo contrário, a permanencia da concentração de renda, mostra um aumento da violencia, como decorrencia da exclusão social, da qual a falta de educação adequada é um componente fundamental.
Assim, os recursos para a educação não tem crescido na proporção da necessidade de uma sociedade moderna, que atravessou a transição de um século para o outro, arrastando consigo indicadores inaceitáveis no presente momento histórico.
Da Amazônia, a União sempre retirou dela mais recursos do que nela investiu. E em seus alunos evidenciam um nível de desempenho muito abaixo comparado aqueles de estados da região sul/sudeste/centro-oeste, ficando muito próximos daqueles do nordeste, como os mais eficientes do país. Cabe ao Estado Brasileiro, assumiu uma posição diferenciada em relação à Amazônia e Nordeste do país, se quizer ver minoradas as desigualdades entre suas diversas regiões.
O congestionamento no ensino médio vem forçando a ampliação do número de vagas através de escolas de má qualidade, reinterando a desigualdade entre as classes sociais. Fica evidente a necessidade de complementação de recursos financeiros, pelo menos, para a educação em seus 02 extremos: infantil e ensino médio.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
A sociedade brasileira chega aos anos 90 esgotadas nas lutas pelo acesso à educação pública e agastada frente os insucessos da mesma. E sobretudo impaciente por resultados mais eficazes na educação escolar. Mas em compensação, após 02 décadas de luta à porta das escolas, era agora uma sociedade mais amadurecida, politicamente, e mais preparada para exigir mudanças que ja tardavam de muito na educação.
Com o objetivo de expandir o ensino fundamental, aproximando-o poucos anos depois, da universalização, 02 medidas foram tomadas para dar início a onda de mudanças na educação:
- A aprovação, pelo Congresso Nacional, da Emenda Constitucional, que cria o Fundo de Manutenção do Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistèrio - FUNDEF;
- A aprovação de uma nova Lei de Diretrizes e Bases para a Educação nacional - LDB de 1996. Que exigia, entre outras coisas, que em 10 anos, contados a partir de 1997, os professores das diversas redes tenham seus diplomas de curso superior, para se habilitarem a lecionar em qualquer um dos níveis do ensino fundamental.
- Instituições de ensino superior em geral, tanto privadas como públicas, puderam interiorizar-se e, em convênio com as prefeituras, oferecer cursos em mais de uma centena de cidades do interior da Amazõnia, especialmente nas áreas das licenciaturas;
- Possibilitou melhoria dos quadros administrativos das prefeituras, especialmente nas secretarias municipais de educação, passaram a exigir pessoal qualificado no gerenciamento dos mesmos;
- Tornou possível a realização de estatísticas censitárias bastante confiáveis aperfeiçoando as informações educacionais que tem servido ao planejamento educacional pelos orgãos gestores e para a elaboração de estudos que antes não eram possíveis como a distribuição do livro didático e da merenda escolar, que passaram a ser programados a partir do numero de alunos registrados em cada uma das milhares de escolas existentes incluindo cada escolinha de beira de rio na Amazônia.
- Implantação das casas familiares rurais e as casas familia-agrícola, organizadas por sindicatos de trabalhadores rurais, geralmente com algum apoio governamental e de ONG´s estrangeiras (núcleo escolas);
- Escolas voltadas para a educação escolar indígena, gerando um misto de integração social, amizade, magistério e vivencia cultural compartilhada;
- Sistema modular de ensino, nos interiores, e as escolas-barco;
- Maior importancia aos aspectos pedagógicos da educação, garantindo grande margem de autonomia para as escolas, no que se refere a programação de seus calendários escolares, às formas de avaliação do aluno, ao desenvolvimento de conteúdos curriculares. O aluno se converte no elemento central da reforma;
- Chega-se hoje, a cerca de dezenas de títulos somente em língua portuguesa;
- O crescimento das matrículas no ensino fundamental se deu, principalmente, pela implantação das séries 5ª a 9ª em cidades e vilas interioranas;
- O aluno não tem sucesso numa ou mais disciplinas, fica retido apenas nela ou nelas, prosseguindo nos estudos relativos à serie seguinte, com depenendecia de disciplinas da serie anterior, descongestionando e tornando o fluxo de alunos mais regular. O ganho maior foi estabelecer uma relação mais positiva entre o aluno e sua escola em substituição à relação anterior, punitiva e frustrante que frequentemente, levava o aluno ao desestímulo e o abandono do curso precocemente;
- Nenhum município pode abrir escolas de curso médio ou superior, sem antes ter suprido as enormes necessidades com o ensino fundamental. estabelece que despesas podem e não podem ser consideradas como gastos com a manutenção e o desenvolvimento da educação.
- Outras funções tradicionais da universidade associadas ao progresso e a geração do saber, como a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e as atividades de extensão não acompanharam nessa marcha para o interior. Assim, o reconhecido papel da universidade como um dos grandes notaveis veículos de geração e transmissão de conhecimento científico e tecnologico que se conhece no mundo moderno, não vem sendo exercida em sua plenitude, quando se fala aqui, na expansão do ensino superior na região;
- O dinheiro correspondente a cada aluno se repota à matrícula do ano anterior, o que deixa sem cobertura financeira os novos alunos que ingressam a cada ano;
- Apesar dos mecanismos de controle instituídos, são frequentes as denuncias de prefeitos desviando recursos do FUNDEF em todo Brasil;
- Por conta do baixo valor do custo aluno, na zona rural são frequentes as cenas de crianaças e jovens deslocando-se ára as escolas em caminhões e velhos ônibus abarrotados;
- Não ter prolongado o ensino fundamental para 09 anos;
- O FUNDEF não atinge a pré-escola, por isso, o problema básico da alfabetização deficiente (que se arrasta e afeta toda formação do estudante) continua irresoluto. Identifica-se alunos da 5ª série do ensino fundamental que não sabem ler e nem escrever um texto minimamente fluente e compreensível. Além disso, muitos dos que lêem, não sabem interpretar o que leram;
- Persistência de milhares de escolinhas com classe multiseriada;
- Desestímulo dos profissionais da educação para atuarem de forma competente em meio a um ambiente profissional adverso, com planos de carreira pouco estimulantes, salários extremamente baixos;
- Poucos recursos pedagógicos;
- Elevados índices de reprovação e repetencia nas séries iniciais do ensino fundamental;
Além do âmbito puramente educacional, esta situação crônica está ligada a varios outros fatores sociais: baixo nível cultural da populaçação, do que resulta um acesso reduzido aos meios de comunicação escritos, hábitos pouco desenvolvidos da leitura em geral, este problema tem a ver com o nível de renda da população, que limita a assimilação desses elementos na vida cotidiana.
Quando adulto, o baixo domínio da lingua falada e escrita limita as possibilidades do indivíduo agir socialmente, como cidadão participativo na sociedade, como alguém, minimamente capaz de defender seus direitos básicos, de articular-se junto as instituições sociais, que exigem na vida moderna a comunicação formal escrita.
É preciso considerar que as políticas de estabilização da moeda são indispensáveis na vida de qualquer país. No entanto, o que se questiona é que elas não devem inviabilizar, concorrer ou excluir, necessáriamente, a realização de um projeto nacional ou regional de desenvolvimento, nem cercear os direitos mínimos do homem moderno no que se refere à cidadania plena, o que inclui o direito à educação de qualidade. Todo esforço de estabilização da moeda terá sido inútil se a crise social que no Brasil acompanhada do desemprego, da pobreza, do baixo nível de educação e, sobretudo, de uma crescente violencia urbana.
O econômico não tem a capacidade, por si só, de induzir ao desenvolvimento social. Ou seja, o simples crescimento econômico não se faz acompanhar da redução da pobreza e da desigualdade. Até pelo contrário, a permanencia da concentração de renda, mostra um aumento da violencia, como decorrencia da exclusão social, da qual a falta de educação adequada é um componente fundamental.
Assim, os recursos para a educação não tem crescido na proporção da necessidade de uma sociedade moderna, que atravessou a transição de um século para o outro, arrastando consigo indicadores inaceitáveis no presente momento histórico.
Da Amazônia, a União sempre retirou dela mais recursos do que nela investiu. E em seus alunos evidenciam um nível de desempenho muito abaixo comparado aqueles de estados da região sul/sudeste/centro-oeste, ficando muito próximos daqueles do nordeste, como os mais eficientes do país. Cabe ao Estado Brasileiro, assumiu uma posição diferenciada em relação à Amazônia e Nordeste do país, se quizer ver minoradas as desigualdades entre suas diversas regiões.
O congestionamento no ensino médio vem forçando a ampliação do número de vagas através de escolas de má qualidade, reinterando a desigualdade entre as classes sociais. Fica evidente a necessidade de complementação de recursos financeiros, pelo menos, para a educação em seus 02 extremos: infantil e ensino médio.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
Reformas Advindas da LDB de 1971, o que plantamos, colhemos.
A fim de descongestionar o sistema e possibilitar a expansão do acesso à escola pública. o governo brasileiro, através da pressão da sociedade propõem a reforma do ensino. Nasce assim, a Lei de Diretrizes e Bases, de 1971 reformulando a educação básica, encurtando a permanencia do aluno na escola, pois funde o ensino primário com o ginasial, que antes somavam 10 anos, para 8 anos obrigatórios. Por isso, tornou-se obrigatório o ensino para a faixa de 7 a 14 anos. O ingresso à 1ª série do ensino fundamental ficava vinculado à idade cronológica - 7 anos, independentemente de qualquer requisito mais específico. Os professores ensinavam sem material pedagógico e sem estarem capacitados, aprendiam no convívio profissional com os professores experientes.
A reforma ignorou as dificuldades da pré-escola e estabeleceu série, independentemente do amadurecimento intelectual de cada uma e das diferenças individuais menosprezando a enorme importancia da educação pré-escolar na formação intelectual e emocional da criança eda alfabetização na vida social do indivíduo. Pois bem, foi justamente essa fase da infância, estruturadora da formação global da pessoa, que a lei desobrigou o Estado de dar assistência, levou os governos dos Estados com dificuldades financeiras a oferecerem o ensino escolar limitado a este mínimo estabelecido por lei, e a sentir-se desobrigados de oferecer o ensino pré-escolar. A alfabetização ficou sem um lugar definido nas escolas da rede pública e a maioria das crianças, sem as classes preparatórias para a leitura e escrita antes dos 07 anos. Crianças pobres vinham diretamente do lar para a primeira série, onde se misturavam àquelas que tinham já alguma iniciação nos processos de leitura e escrita, diminuiram, eles também o ênfase nas metodologias e praticas de alfabetização que antes integravam seus curriculos e constituiam o centro das preocupações dos professores.
As consequencias disto foram:
Assim sendo, um processo de desenvolvimento social integral, que busque uma real diminuição da desigualdade, deve passar necessáriamente pelo acesso a uma educação de qualidade; que seja útil para a vida cotidiana, para o exercício pleno da cidadania e como via de acesso futuro a um emprego digno. Deve ser capaz de atrair ou mesmo empurrar para dentro e manter crianças e jovens numa boa escola, resgatando as massas excluídas da educação e da cultura em geral.
Os problemas não tardaram a aparecer:
Somava-se a isto uma tímida distribuição de livros didáticos pelo governo; limitava-se esta a algumas áreas do centro-sul. Na Amazônia, somente recebiam livros as escolas das capitais e algumas de porte médio; Há também uma completa irregularidade na distribuição da merenda escolar que, além do mais, era de péssima qualidade, chegava irregularmente(quando chegava) e com frequencia, estava com prazo de validade vencido ou deteriorada, as crianças queixavam-se do sabor dos produtos pouco variados. Quando tudo ocorria bem, era distribuida alguns poucos dias por ano.
A sociedade civil vai se organizando e precionando o governo pelo aumento de vagas nas escolas, do que resultou um aumento expressivo das taxas de escolarização.
Como o acesso à escola para crianças e jovens foi aumentando, o analfabetismo foi se reduzindo nos grupos jovens e se concentrando nos grupos de maiores idades.
O grande desafio do inicio dos anos 90 era conseguir a universalização do ensino fundamental para todas as crianças e capacitar seus professores. O desafio parecia intrasponível, face a desigualdade de recursos e orçamentarios disponíveis para a educação entre os Estados e municipios mais ricos do país.
A reforma do ensino de 71 reflete a preocupação de estruturar um sistema educacional voltado para a preparação de mão-de-obra para engajar-se no mercado de trabalho urbano. Assim surgem os cursos de preparação para o trabalho vinculados ao ensino fundamental e os cursos "técnicos" de ensino médio e outros profissionalizantes de formação específica, mediana, atuando como auxiliares dos niveis mais elevados; Pois o objetivo agora era o de criar escolas e instituições voltadas para a formação de tecnicos para o mercado, que exigia mais iniciativa, imaginação, capacidade de tomar decisões e resolver problemas.
Os problemas foram:
A formação em nível médio, pobre em ciências, no domínio da língua e da cultura em geral, somente reforçou a antiga e crônica dependencia científica e tecnológica do país em relação aos países centrais, que continuaram a dominar e a desenvolver, sem cessar, a ciência e a tecnologia de ponta e a ministrar conhecimentos científicos em todos os niveis de ensino.
esta formação bifurcada em uma área profissionalizante e outra de formação em geral, propiciou a acumulação de saber e de capital cultural pelas elites, enquanto as demais classes sociais deveriam ocupar-se de trabalhos práticos ou ao trabalho no mercado informal. A reforma contribuiu para distanciar mais ainda as classes sociais no Brasil e na região, ao invéz de proporcionar identicas oportunidades intelectuais para todos os segmentos sociais, democratizando a educação. O trabalho foi ficando, cada vez mais, condicionado a modernização científica e tecnológica exigindo uma enorme capacidade de adaptação às suas novas formas. profissões tradicionais desapareceram, quase todas se modificaram, passando a utilizr-se, preferencialmente, das competenciais pessoais, que se valem da tecnologia moderna e da cultura geral do indivíduo.
A nova concepção de educação concebida, está no desenvolvimento de competencias e habilidades gerais do indivíduo, voltadas para a sua integração como ser num mundo moderno, onde a tecnologia e a ciência evoluem sem cessar. E este mundo exige que ela esteja permanentemente atualizada, capaz de adaptar-se e ajustar-se a essas novas exigencias da vida social moderna.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
A reforma ignorou as dificuldades da pré-escola e estabeleceu série, independentemente do amadurecimento intelectual de cada uma e das diferenças individuais menosprezando a enorme importancia da educação pré-escolar na formação intelectual e emocional da criança eda alfabetização na vida social do indivíduo. Pois bem, foi justamente essa fase da infância, estruturadora da formação global da pessoa, que a lei desobrigou o Estado de dar assistência, levou os governos dos Estados com dificuldades financeiras a oferecerem o ensino escolar limitado a este mínimo estabelecido por lei, e a sentir-se desobrigados de oferecer o ensino pré-escolar. A alfabetização ficou sem um lugar definido nas escolas da rede pública e a maioria das crianças, sem as classes preparatórias para a leitura e escrita antes dos 07 anos. Crianças pobres vinham diretamente do lar para a primeira série, onde se misturavam àquelas que tinham já alguma iniciação nos processos de leitura e escrita, diminuiram, eles também o ênfase nas metodologias e praticas de alfabetização que antes integravam seus curriculos e constituiam o centro das preocupações dos professores.
As consequencias disto foram:
- Passaram a oferecer apenas as séries mínima obrigatórias, com uma flagrante deterioração do ensino público;
- Elevadas taxas de reprovação e repetencia;
- Além de congestionar a demanda por vagas nas séries iniciais do ensino fundamental;
- Abandono da escola, por desestímulo;
- Ampliou a desigualdade entre as classes sociais;
- Acentuou as desigualdades regionais;
- E finalmente cavou um fosso entre a escola pública, que teve seu ensino deteriorado e degradado e a escola privada, que conseguio manter sobre controle a capacidade de ensinar a ler e a escrever.
Assim sendo, um processo de desenvolvimento social integral, que busque uma real diminuição da desigualdade, deve passar necessáriamente pelo acesso a uma educação de qualidade; que seja útil para a vida cotidiana, para o exercício pleno da cidadania e como via de acesso futuro a um emprego digno. Deve ser capaz de atrair ou mesmo empurrar para dentro e manter crianças e jovens numa boa escola, resgatando as massas excluídas da educação e da cultura em geral.

- As crianças estudando em classes superlotadas, com um nível de leitura, escrita e compreenssão incipientes;
- Preenchimento dos cargos de direção das escolas sem critério pedagógico;
- Elevada incidencia de professores leigos;
- Baixa escolaridade dos professores em geral;
- Ausencia de propostas pedagógicas consistentes.
Somava-se a isto uma tímida distribuição de livros didáticos pelo governo; limitava-se esta a algumas áreas do centro-sul. Na Amazônia, somente recebiam livros as escolas das capitais e algumas de porte médio; Há também uma completa irregularidade na distribuição da merenda escolar que, além do mais, era de péssima qualidade, chegava irregularmente(quando chegava) e com frequencia, estava com prazo de validade vencido ou deteriorada, as crianças queixavam-se do sabor dos produtos pouco variados. Quando tudo ocorria bem, era distribuida alguns poucos dias por ano.
A sociedade civil vai se organizando e precionando o governo pelo aumento de vagas nas escolas, do que resultou um aumento expressivo das taxas de escolarização.
Como o acesso à escola para crianças e jovens foi aumentando, o analfabetismo foi se reduzindo nos grupos jovens e se concentrando nos grupos de maiores idades.
O grande desafio do inicio dos anos 90 era conseguir a universalização do ensino fundamental para todas as crianças e capacitar seus professores. O desafio parecia intrasponível, face a desigualdade de recursos e orçamentarios disponíveis para a educação entre os Estados e municipios mais ricos do país.
A reforma do ensino de 71 reflete a preocupação de estruturar um sistema educacional voltado para a preparação de mão-de-obra para engajar-se no mercado de trabalho urbano. Assim surgem os cursos de preparação para o trabalho vinculados ao ensino fundamental e os cursos "técnicos" de ensino médio e outros profissionalizantes de formação específica, mediana, atuando como auxiliares dos niveis mais elevados; Pois o objetivo agora era o de criar escolas e instituições voltadas para a formação de tecnicos para o mercado, que exigia mais iniciativa, imaginação, capacidade de tomar decisões e resolver problemas.
Os problemas foram:
A formação em nível médio, pobre em ciências, no domínio da língua e da cultura em geral, somente reforçou a antiga e crônica dependencia científica e tecnológica do país em relação aos países centrais, que continuaram a dominar e a desenvolver, sem cessar, a ciência e a tecnologia de ponta e a ministrar conhecimentos científicos em todos os niveis de ensino.
esta formação bifurcada em uma área profissionalizante e outra de formação em geral, propiciou a acumulação de saber e de capital cultural pelas elites, enquanto as demais classes sociais deveriam ocupar-se de trabalhos práticos ou ao trabalho no mercado informal. A reforma contribuiu para distanciar mais ainda as classes sociais no Brasil e na região, ao invéz de proporcionar identicas oportunidades intelectuais para todos os segmentos sociais, democratizando a educação. O trabalho foi ficando, cada vez mais, condicionado a modernização científica e tecnológica exigindo uma enorme capacidade de adaptação às suas novas formas. profissões tradicionais desapareceram, quase todas se modificaram, passando a utilizr-se, preferencialmente, das competenciais pessoais, que se valem da tecnologia moderna e da cultura geral do indivíduo.
A nova concepção de educação concebida, está no desenvolvimento de competencias e habilidades gerais do indivíduo, voltadas para a sua integração como ser num mundo moderno, onde a tecnologia e a ciência evoluem sem cessar. E este mundo exige que ela esteja permanentemente atualizada, capaz de adaptar-se e ajustar-se a essas novas exigencias da vida social moderna.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Urbanização e necessidade de formação para os mercados urbanos - os anos 60, 70, 80
Com o advento da "modernização" acelerada da região em prol da promessa de realização de projetos e novas políticas públicas a população total da Região cresce em ritmo vertiginoso face as migrações para a Amazônia. E as populações urbanas começam a aumentar rapidamente e sem cessar, provindo da expulsão das populações rurais do campo, dado ao processo de concentração da terra no interior da Amazônia. Ao chegarem, passam a exigir, em medida crescente, e com urgencia, escolas, unidades de saúde, emprego, segurança e outros serviços básicos e indispensáveis à vida nas cidades. Com isso, as necessidades mudam e passam a ser de habilitar o indivíduo para a vida urbana. A cidade é um espaço social aonde a informação letrada se torna imprescindível para o trabalho e para a vida em geral. pela cultura da cidade exigir conhecimentos muito diferentes daqueles exigidos pela cultura do campo, a educação passa a ser vista como um modo através do qual o indivíduo possa obter emprego nas atividades que as cidades oferecem, com as qualificações da educação formal que elas exigem. Vai ficando claro para a sociedade, que o acesso à educação corresponde, também, ao acesso a trabalhos mais qualificados, mais bem remunerados e de maior prestígio social. A compreenssão da educação sob este novo angulo, faz com que ela inicie uma espiral crescente da busca pelo acesso à escola, disponível para uns, mas não para todos, tem um impacto mais forte sobre as camadas pobres da sociedade, aumentando a desigualdade entre aqueles que prosseguem nos estudos, alcançando niveis mais altos de ensino e aqueles que ficando de fora da escola vão, igualmente, ficando marginalizados da vida social. O ensino privado ganha força entre aqueles que podem pagar em detrimento a escola pública, cuja qualidade vai se tornando cada vez mais duvidosa.
A acelerada urbanização da vida brasileira vai deixando à margem do progresso um contingente humano cada vez mais numeroso, sem os direitos sociais coletivos garantidos, dentre os quais o direito a educação, onde sua falta corresponde a uma forma de exclusão social completa: exclusão em termos de trabalho e renda, não participação na vida cultural da cidade e desigualdade em relação as demais. Significa uma incapacidade do cidadão exigir outros direitos humanos básicos, a que faz jus. assim é que a educação precária e a pobreza fundiram-se de forma inseparável, como elementos inerentes da exclusão social moderna.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
A acelerada urbanização da vida brasileira vai deixando à margem do progresso um contingente humano cada vez mais numeroso, sem os direitos sociais coletivos garantidos, dentre os quais o direito a educação, onde sua falta corresponde a uma forma de exclusão social completa: exclusão em termos de trabalho e renda, não participação na vida cultural da cidade e desigualdade em relação as demais. Significa uma incapacidade do cidadão exigir outros direitos humanos básicos, a que faz jus. assim é que a educação precária e a pobreza fundiram-se de forma inseparável, como elementos inerentes da exclusão social moderna.
Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
O Cenario da Educação nos anos 40 e 50
Políticos, fazendeiros, seringalistas, exploradores de minerios e diamante, comerciantes em geral e outros membros de prestigio na sociedade exerciam suas atividades produtivas sem que tivessem sequer, o curso ginasial (que equivalia a grosso modo aos 4 ultimos anos do atual ensino fundamental).
Haviam poucas escolas e raras ofereciam as seires mais avançadas de ensino primario. Poucos entretanto, após esta fase matriculavam-se no curso primário, disponível nas cidades de maior porte e nas sedes dos municipios mais destacados economicamente. O curso ginasial, existia apenas nas capitais do estado e territorios federais e nas cidades maiores.
Tratava-se de um universo predominantemente não letrado, onde a educação formal não se afigurava como uma necessidade básica para todos os cidadãos e onde as escolas não sobressaíam no espaço físico nem na vida social. O domínio da leitura e da escrita funcionava como um símbolo de erudição, um traço que caracterizava algumas familias de maior renda ou prestígio político. Embora a educação fosse considerada como um valor intelectual relevante para a formação das pessoas, esse valor tornava-se, realmente essencial, quando alguém pretendia dedicar-se a uma profissão específica que exigia uma formação em nível superior. A educação escolar não era considerada como elemento fundamental da inclusão plena de alguém na sociedade ou de sua exclusão da mesma.
A causa disto era que a economia extrativista sobrevivia sem exigir do homem/mulher da Região uma educação mais sólida e estruturada; ao invéz disso, cobrava-lhe uma intensa articulação e um vasto conhecimento da natureza amazonica. Outra causa era a falta de informação escrita no cotidiano das pessoas, que as obrigasse a ler com frequencia; e de outro as atividades produtivas naqueles anos não exigiam este esforço, como ja foi dito acima. Assim era comum, na época alguém ter aprendido a ler e escrever durante a infancia ou adolescencia e ter retornado à condição de analfabeto quando adulto; terceiro, a reduzida escolaridade da população em geral, não tinham, como hoje, uma relação direta com a condição de pobreza do indivíduo, nem com sua inserção ou marginalização na sociedade; Por ultimo, apesar de haver um número significativo de escolas privadas ligadas a instituições religiosas e assistenciais, atuando gratuitamente nos moldes da escola pública, em termos de qualidade de ensino, não havia, como hoje, uma clara dicotomia entre ensino público e privado, caracteristicas que hoje, em todo Brasil, é altamente responsável pela reprodução das desigualdades sociais e culturais.
A função da escola estava centrada na leitura e na escrita. Ela existia e gozava de prestígio social porque era indispensável para ensinar a ler, escrever e contar, onde os professores desempenhavam suas tarefas voltados para este elemento norteador onde os recursos pedagógicos eram escassos.
A escola primária tinha caracteristicas boas e ruins:
BOAS - Sob o pornto de vista cultural, esta limitação no ensino (restrito de títulos e livros), funcionava como um valioso elemento de unidade entre as milhares de crianças da região; Como o aluno passava um tempo muito curto de sua vida escolar, era possível ter um número reduzido de alunos por sala. esta situação permitia que professores e dirigentes de escolas tivessem uma relação mais próxima com os alunos, conhecendo grande número deles e acompanhando-os a cada passo do seu desenvolvimento intelectual
RUINS - Devido a época sofrer de escassos recursos culturais, o material didático disponível era reduzido e pobre, cartilhas que apresentavam frases absurdamente soltas e descontextualizadas como "Ivo viu a uva" e "a ema é da ama", exigiam um esforço de imaginação fantástico por parte de professores que, jamais tinham visto uma uva ou uma ema na Região e que estranhavam os nomes dos animais e coisas mencionadas nos livros, mas inexistentes na Região.
Na época existiam dois livros didáticos de leitura e escrita, a "Cartilha Paraense" e "Amazônia", ambos destinados a alunos de 1ª a 4ª série do curso primário.
O problema é que como a realidade social era outra, problemas que hoje afetam e pertubam a sociedade brasileira e, em especial, a vida das crianças e jovens como afastam as crianças da rua mandando-as para a escola.
Haviam poucas escolas e raras ofereciam as seires mais avançadas de ensino primario. Poucos entretanto, após esta fase matriculavam-se no curso primário, disponível nas cidades de maior porte e nas sedes dos municipios mais destacados economicamente. O curso ginasial, existia apenas nas capitais do estado e territorios federais e nas cidades maiores.
Tratava-se de um universo predominantemente não letrado, onde a educação formal não se afigurava como uma necessidade básica para todos os cidadãos e onde as escolas não sobressaíam no espaço físico nem na vida social. O domínio da leitura e da escrita funcionava como um símbolo de erudição, um traço que caracterizava algumas familias de maior renda ou prestígio político. Embora a educação fosse considerada como um valor intelectual relevante para a formação das pessoas, esse valor tornava-se, realmente essencial, quando alguém pretendia dedicar-se a uma profissão específica que exigia uma formação em nível superior. A educação escolar não era considerada como elemento fundamental da inclusão plena de alguém na sociedade ou de sua exclusão da mesma.
A causa disto era que a economia extrativista sobrevivia sem exigir do homem/mulher da Região uma educação mais sólida e estruturada; ao invéz disso, cobrava-lhe uma intensa articulação e um vasto conhecimento da natureza amazonica. Outra causa era a falta de informação escrita no cotidiano das pessoas, que as obrigasse a ler com frequencia; e de outro as atividades produtivas naqueles anos não exigiam este esforço, como ja foi dito acima. Assim era comum, na época alguém ter aprendido a ler e escrever durante a infancia ou adolescencia e ter retornado à condição de analfabeto quando adulto; terceiro, a reduzida escolaridade da população em geral, não tinham, como hoje, uma relação direta com a condição de pobreza do indivíduo, nem com sua inserção ou marginalização na sociedade; Por ultimo, apesar de haver um número significativo de escolas privadas ligadas a instituições religiosas e assistenciais, atuando gratuitamente nos moldes da escola pública, em termos de qualidade de ensino, não havia, como hoje, uma clara dicotomia entre ensino público e privado, caracteristicas que hoje, em todo Brasil, é altamente responsável pela reprodução das desigualdades sociais e culturais.
A função da escola estava centrada na leitura e na escrita. Ela existia e gozava de prestígio social porque era indispensável para ensinar a ler, escrever e contar, onde os professores desempenhavam suas tarefas voltados para este elemento norteador onde os recursos pedagógicos eram escassos.
A escola primária tinha caracteristicas boas e ruins:
BOAS - Sob o pornto de vista cultural, esta limitação no ensino (restrito de títulos e livros), funcionava como um valioso elemento de unidade entre as milhares de crianças da região; Como o aluno passava um tempo muito curto de sua vida escolar, era possível ter um número reduzido de alunos por sala. esta situação permitia que professores e dirigentes de escolas tivessem uma relação mais próxima com os alunos, conhecendo grande número deles e acompanhando-os a cada passo do seu desenvolvimento intelectual
RUINS - Devido a época sofrer de escassos recursos culturais, o material didático disponível era reduzido e pobre, cartilhas que apresentavam frases absurdamente soltas e descontextualizadas como "Ivo viu a uva" e "a ema é da ama", exigiam um esforço de imaginação fantástico por parte de professores que, jamais tinham visto uma uva ou uma ema na Região e que estranhavam os nomes dos animais e coisas mencionadas nos livros, mas inexistentes na Região.
Na época existiam dois livros didáticos de leitura e escrita, a "Cartilha Paraense" e "Amazônia", ambos destinados a alunos de 1ª a 4ª série do curso primário.
O problema é que como a realidade social era outra, problemas que hoje afetam e pertubam a sociedade brasileira e, em especial, a vida das crianças e jovens como afastam as crianças da rua mandando-as para a escola.
Ø Referencia Bibliografica: LOUREIRO, Violeta R. Educação e sociedade na Amazônia em mais de meio século. Revista Cocar, v.1, n. 1, jan-jun, 2007, pp. 17-58.
E o salário ó...!
Tem coisas que são para os fortes e não para os fracos e a Educação no Brasil é uma delas.
A Professora Amanda Gurgel disse um pouco de tudo aquilo que um professor realmente comprometido com a Educação gostaria de dizer um dia àqueles que ficam decidindo pela categoria sem nunca pisar numa saula de aula de escola pública realmente.
Aplausos a esta professora!
A Professora Amanda Gurgel disse um pouco de tudo aquilo que um professor realmente comprometido com a Educação gostaria de dizer um dia àqueles que ficam decidindo pela categoria sem nunca pisar numa saula de aula de escola pública realmente.
Aplausos a esta professora!
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